Miguel Trovoada reage as declarações do actual Presidente Manuel Pinto da Costa

Miguel Trovoada convocou uma conferência de imprensa no hotel pestana com todos os órgãos de comunicação social do país, para responder as declarações proferidas pelo actual presidente da República Manuel Pinto da Costa no dia 12 do corrente mês de Março, em Agostinho Neto Distrito de Lobata, durante um encontro com a população local no âmbito de preparação do Dialogo Nacional.

Segundo Miguel Trovoada o objectivo desta conferência de Imprensa é de repor a verdade sobre os acontecimentos passados em que esteve envolvido, uma vez diante de inúmeras tentativas em curso de falsificação da história do passado, decidiu romper o silêncio e apresentar ao público em geral a sua versão da história.

Trovoada fez um trajecto do seu percurso na prisão, e tocou em alguns aspectos que até emocionou aos presentes afirmando ter sido arquitectado pelo Manuel Pinto da Costa, apontando igualmente aspectos que desafiava por consciência de estar certo nos seus actos. “Havia acções que nos tínhamos que publicamente assumir e que exigia segundo as normas de solidariedade dentro do partido, de uma forma linear, por exemplo o juramento que se fazia de cumprir os planos do desenvolvimento nacional, havia uma formula, juro cumprir.. etc, eu considerava que não era possível cumprir aqueles planos. Primeiro porque são planos completamente desajustados a realidade santomense, esses planos eram copias integral, adoptada sem ser analisada, de planos que vinham da RDA e posteriormente de Cuba, eu até lembro que uma vez uma tanto viscoso eu disse que aquele plano que nos apresentavam não podia esconder a sua paternidade, e não era necessário exame de ADN para saber de onde é que eles vinham porque frases inteiras não foram traduzidas, vinham em espanhol, portanto eram planos trazidos pela Cuba e queria-se impingir aqui em São Tomé e Príncipe com a modificação de alguns dados, e nós responsáveis do governo tínhamos que jurar que íamos defender aquele plano, e eu cometi a imprudência, alguns consideraram ousadia demasiada acrescentar na minha fórmula de juramento... (conforme os meios de que dispuser e as condições para cumprir o plano).

Sobre a polémica instaurada a volta da constituição que tinha sido elaborada pelo Especialista em Direito Constitucional, Prof. Doutor Jorge Miranda, trovoada diz que a mesma conheceu muitos vícios e fontes de contradição e de potenciais conflitos de competências. “depois da constituição chegar a São Tomé ela sofreu a transformação climatérica, ela foi tropicalizada com os ingredientes locais para agradar ao paladar do presidente da republica e do partido que estava no poder”.

Pinto da Costa sempre fugiu das suas responsabilidades, e se posiciona sempre como vítima da história salientou Trovoada quando justificava a questão do chamado Senso Nacional. “não basta dizer eu quero ser chefe.. para ir inaugurar um chafarizito e dizer, vocês estão a ver, eu prometi e fiz .. eu sou bonzinho, e quando se trata de assacar responsabilidades, dizer eu não, não.. eu não fiz, são os outros, isso não é chefe, o chefe não deve ser cobarde, o chefe deve assumir as suas responsabilidades em todos os momentos”.

Sobre a polémica instaurada a volta da constituição que tinha sido elaborada pelo Especialista em Direito Constitucional, Prof. Doutor Jorge Miranda, trovoada diz que a mesma conheceu muitos vícios e fontes de contradição e de potenciais conflitos de competências. “depois da constituição chegar a São Tomé ela sofreu a transformação climatérica, ela foi tropicalizada com os ingredientes locais para agradar ao paladar do presidente da republica e do partido que estava no poder”.

O conferencista defendeu os partidos políticos, e acusou Manuel Pinto da Costa de tentar forjar como fez noutrora, uma governação de ditadura. “Quer se acabar com os partidos políticos, tenta-se fragilizar os partidos políticos dizendo que estão doentes. Se estão doentes há médicos, há remédios, tentemos cura-los e não deixar morrer, os partidos políticos atravessam situações temporárias de crise por razões diversas, crises internas, os seus responsáveis é que sabem, eles é que têm ideologia para ultrapassar a crise e podem conseguir ultrapassa-las se não houver intervenções exteriores, que tentam explorar, agonizar as contradições para poder mexer os cordelinhos e tirar uma vantagem qualquer neste“.

Quanto ao Dialogo Nacional, Trovoada diz que esse diálogo deve ser um diálogo permanente como um estado de espírito, um comportamento, um exercício do poder politico que respeita a diferença e esteja disposto a encontrar soluções, e não um expediente exploradico. Acompanhou o programa Cartas na Mesa da TVS e reteve o seguinte, “o diálogo era solicitado por todas as forças política e de vários quadrantes da sociedade civil, e há um partido político com assento parlamentar que participava naquela carta na mesa, que disse peremptoriamente que o seu partido não foi pedir a ninguém para realizar fosse o que fosse,..todos os outros representantes dos partidos políticos foram unanimes em dizer que tinham-lhes apresentado um documento que tinha constado nos debates desse dialogo que não tinham conhecimento, já há escassos dias do debate, e eles no entanto participaram das comissões, quer dizer, não sabia o que iriam discutir, e isso levou-lhes a dizer que os partidos políticos não estão aqui para executar ideias alheias, e eu estou de acordo com eles”.

Para sustentar as suas declarações, Trovoada fez acompanhar-se de um amigo que diz ter sido preso naquela altura, e presenciou todos os actos de atrocidades que segundo ele, foi a mando do actual presidente Manuel Pinto da Costa durante os seus 21 meses de prisão. “ eu ainda preso, durante um interrogatório, estive durante uma semana a ser chicoteado a cavalo marino da PIDE para acusar o Senhor Miguel Trovoada como golpista, e há testemunhos vivo disso, o Firmino Bernardo que ainda está vivo é o testemunho vivo disto que é o técnico da Rádio Nacional que estava ali na sala de tortura para gravar as coisas, para gravar aquilo que eles entendessem que fosse necessário. E a pergunta era esta, Senhor Gomes da Silva, onde é que tem sido o seu encontro com o senhor Miguel Trovoada a combinar para matar o camarada Manuel Pinto da Costa. Eu disse, nunca tivemos encontro nenhum, nem nunca tivemos conversas nenhuma sobre esse assunto. Mas tarde vem dizer, nós sabemos onde é que é o vosso encontro, nesses passeios típicos que o senhor Miguel faz da sua residência as 5 da tarde até ao jardim, desde a igreja da Sé, e o senhor também saia da sua loja Gomes & Gomes, e atravessava a rua, era aí o ponto de encontro, mas quem é o seu despachante oficial. – é o senhor Jaime trovoada, - aí é que está o elo de ligação, é irmão do senhor Miguel Trovoada ” Afirmou Manuel Gomes da Silva.

Entre as histórias do passado e a ira do presente, o certo é que a juventude Santomense não precisa herdar a parte triste desse passado, e comprometer o futuro do país. O apelo é lançado para construirmos uma pátria renovada.

Escrito por
Wildiley Barroca
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