“kits” de compostagem e a promoção da gestão integrada de resíduos em STP

kits de compostagem

Esta semana as atividades foram marcadas pelo encerramento da entrega de “kits” de compostagem para algumas escolas básicas e pelo arranque do ciclo de apresentações e entregas do Plano de Ação para a Gestão Integrada de Resíduos Sólidos Urbanos 2011-2016 às várias autarquias em parceria com a Direção Geral do Ambiente.

A compostagem começa a ganhar terreno em São Tomé e Príncipe. Depois da experiência em algumas comunidades – que inclui já alguns casos de sucesso com resultados comprovados – a entrega de compostores juntamente com materiais de apoio e informação em algumas escolas básicas do País, pretende reforçar a compostagem como um processo de valorização de resíduos, cujos benefícios se estendem a diferentes níveis.

Neste sentido, junto das autarquias a promoção da compostagem doméstica tem resultados diretos na redução da quantidade de resíduos a recolher pelos serviços de salubridade. No entanto, também a valorização orgânica promovida pela própria autarquia, nomeadamente através da recolha diferenciada – como acontece com a experiência da Câmara Distrital de Água Grande – é uma mais-valia dado o potencial que a produção de composto apresenta face ao rendimento extra possível de ser gerado da venda desse material.

Em paralelo, os últimos dias foram também marcados pelo arranque de um ciclo de apresentações e entregas do Plano de Ação para a Gestão Integrada de Resíduos Sólidos Urbanos 2011-2016, em parceria com a Direção Geral do Ambiente, junto das autarquias locais, no sentido do seu conhecimento aprofundado por parte da administração local, especificamente as metas previstas até 2016. Nessa data será de realçar que, 75 % dos resíduos produzidos devem ter destino final seguro e 20% da fração orgânica dos resíduos deve ser valorizada.

Depois da sua aprovação por parte do Governo, e uma vez que este é já o segundo ano desde a sua adoção, os esforços à sua aplicação recaem agora sobre as autoridades competentes. Estas duas atividades demonstram que a gestão integrada de resíduos está para durar, e que o “lixo” irá mais cedo ou mais tarde, tomar outra dimensão no dia-a-dia de todos. A intensidade dessa mudança basear-se-á no contributo e envolvimento das várias partes interessadas.

Fonte: Téla Nón

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