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Ano lectivo aberto oficialmente a 1 de Setembro em São Tomé e Príncipe

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São Tomé – O ano lectivo 2012/ 2013 vai ser aberto oficialmente no dia 1 de Setembro. A cerimónia terá lugar na Região Autónoma do Príncipe, no quadro da política de descentralização do Ministério da Educação, Cultura e Formação.

Uma delegação do referido ministério, chefiada pelo titular da pasta, Olinto Daio, viajou esta quinta-feira, 30 de Agosto, para Santo António.

As aulas deverão iniciar a 10 de Agosto. A primeira semana será dedicada a ultimar os preparativos para o início dos cursos.

Anteriormente, os professores eram chamados para as respectivas escolas, organizava-se a lista nominal, a distribuição de alunos por professor, faziam-se reuniões metodológicas para a planificação de conteúdos para as primeiras duas semanas e só depois é que se fazia a abertura formal do ano lectivo. Primeiro abria-se o ano escolar e só depois o ano lectivo.

A principal novidade anunciada é a introdução do 12.º ano, que deverá ser leccionado no Liceu «Embaixadora Manuela Margarido», no distrito de Mé-Zóchi, a cerca de 10 quilómetros da cidade capital, também no quadro da descentralização educativa.

Outra inovação será a existência de «responsáveis de classe por pólos», segundo a directora do Ensino Básico, Isabel Abreu.

Tal como aconteceu no ano lectivo anterior, cerca de 40 professores estagiários formados na Escola de Formação de Professores EFOPE, vão leccionar no ensino básico.

Por outro lado, durante as férias escolares, dezenas de professores em exercício foram capacitados. Cerca de cinquenta foram para o Brasil participar numa formação de um mês em metodologia.

Mesmo assim, uma parte da comunidade docente está preocupada com a qualidade do ensino, por causa do nível de candidatos a professores, segundo apurou a PNN.

A situação agrava-se com a saída de mais de uma centena de professores qualificados e experientes de diversos níveis de ensino para a reforma.

Do grupo que, por lei, atingiu a idade de reforma, apenas quatro vão continuar no sistema, ocupando cargos ao nível da Direcção.

Outros quadros que exerceram cargos de responsabilidade e participaram no processo de reformas que está a ser implementado no sector educacional, estão actualmente na «prateleira».

Ao que parece, a solução encontrada noutros anos no sentido de aproveitar alguns desses quadros através de contratos anuais, está posta de lado.

Foi aberto um concurso para novos candidatos que terminaram agora o 11.º ano do Liceu. O ministro da Educação, Olinto Daio, não se pronuncia sobre esta questão.

A promessa de campanha do ADI é dar emprego a jovens. Para vários observadores o factor qualidade está em segundo plano. Gerações com deficiência de formação terão mais dificuldades em vencer os desafios de desenvolvimento que se colocarão ao país.

Porém, cerca de 40 mil alunos irão frequentar as aulas. Serão identificados através de patentes nos uniformes, por classes e níveis de ensino, que incluirá o profissional.

(c) PNN Portuguese News Network

Artigo publicado no: www.jornal.st

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