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4,1 bilhões de dólares para combater a Malária

Foto: www.malariasummit.com

Ontem, a Cimeira da Malária em Londres reuniu 14 Chefes de Estado e de Governo, Bill Gates, cientistas, setor privado e organizações internacionais para assumir compromissos inovadores para combater a malária num momento em que os esforços para acabar com a doença estavam parados.

De acordo com a Cimeira da Malária de Londres, os compromissos excederam as expetativas em 200 milhões de libras. A Cimeira apresentou compromissos coletivos no valor de mais de 4,1 bilhões de dólares de governos, setor privado, filantropos e organizações internacionais.

A Cimeira também incluiu um apelo à acção – liderado pelos Chefes de Estado e Governo da Commonwealth, o Príncipe de Gales e Bill Gates – exortando os líderes da Commonwealth a comprometerem-se a reduzir a malária até 2023. Esse compromisso evitaria 350 milhões de casos da doença nos próximos cinco anos e salvaria 650.000 vidas nos países da Commonwealth.

Bill Gates disse aos Chefes de Estado da Commonwealth que a inovação é necessária para enfrentar o ressurgimento da malária. “Se há uma lição que aprendemos … é que temos que continuar a inovar para controlar a malária, porque as condições evoluem”, disse o fundador da Microsoft.

Bill Gates mostra algumas das inovações que serão necessárias para vencer a malária. Foto: Malaria Summit London

O foco dos compromissos desta cimeira são: compromisso político de alto nível para a eliminação da malaria; aumento significativo do investimento de países com malária endémica para alavancar e complementar o financiamento dos doadores; novas ferramentas inovadoras para superar a crescente ameaça de resistência; melhores métodos para rastrear a doença para permitir uma intervenção mais eficaz e eficiente e para evitar o seu ressurgimento.

Chimamanda Ngozi Adichie. Foto: Malaria Summit London

A escritora nigeriana, Chimamanda Ngozi Adichie, partilhou a sua experiência de como é crescer num país com malária endémica. A escritora descreveu como cada um experencia a malária de modo diferente: para ela, era uma “angústia no estômago”, enquanto que para um dos seus irmãos era uma dor profundamente dolorosa nas articulações. Chimamanda  vive entre a Nigéria e os EUA e contou a sua preocupação em assegurar que a sua filha não seja atingida por esta doença. “Eu imagino como seria maravilhoso estar livre dessa vigilância. Que maravilha se ninguém perdesse dias ou semanas na letargia da malária “, disse ela.

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