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Dory Picolé: a nova sensação do Bairro 3 de Fevereiro

Basta passar pelo Bairro 3 de Fevereiro que todo mundo fica a saber onde está à venda o picolé, ou melhor, o Dory Picolé.

Quem nunca comprou um picolé em casa da vizinha? Eu já! E é sem dúvida uma sensação. Picolé, ou gelado de água, é uma variedade de sorvete. Muita gente ganha a vida vendendo picolé em casa e ela também apostou. Foi pensando em fazer desta iguaria popularmente conhecida um verdadeiro negócio que Katia César decidiu empreender com o produto e, foi a partir daí que o picolé tornou-se um sucesso, inclusivamente, nas redes sociais.

“É um sonho de mais de 10 anos, mesmo antes de ter o meu filho. Eu primeiramente queria uma máquina de fazer gelado mas era muito cara e fiquei com medo que quando chegasse em São Tomé pudesse estragar e depois eu não ter como consertá-la. E também nunca tive certeza que a máquina iria mesmo chegar. Então, só comprei as formas e tive que gastar apenas 200 euros. Portanto, para mim está bem assim”.

Katia César

A produção do picolé é toda feita em casa, com frutas frescas compradas todas as manhãs no mercado. O processo é manual e é ela própria quem prepara. Tem picolé de micondó, maracujá, cajamanga, côco e chocolate e futuramente, “côco com morango”, diz ela. E é justamente esse o diferencial do seu picolé: a sua criatividade.

“O meu picolé é feito com frutas fresquinhas compradas bem cedo no mercado. E trabalho muito com as frutas da época. O que há é o que será feito. E isso dá-me um prazer enorme. Estou contente com essa dinâmica. Acordar cedo ir às compras, voltar para casa para fazer picolé para depois vender durante o dia tranquilamente”.

E o negócio de vender picolé deu mesmo certo! Depois de algumas tentativas o desejo realizou-se. A nova empreendedora diz que o picolé foi como uma porta que se abriu na sua vida. E é por ali mesmo, pela porta da sua casa que atende os clientes que não param de chegar. E eu claro, sou uma delas. “Abre-me a porta Dory! Quero um picolé”, grito sempre que posso.

Além do ponto de venda no bairro onde mora, Katia vende em alguns eventos para os quais é convidada e as encomendas são feitas por telefone e até mesmo pelo facebook.

Mas como surgiu o nome Dory Picolé? Para além do seu nome verdadeiro, Katia também é conhecida nas redes sociais como Dory.

“O nome Dory picolé surgiu através de uma vizinha, que me sugeriu criar a marca Dory picolé. Eu achei engraçada a ideia. Ela comprou o picolé, tirou uma foto com umas amigas e postou no facebook. Muita gente colocou gosto e achou divertido a forma que ela fez a propaganda. Desde então, muita gente, curiosa, começou a comprar o picolé e a postar fotos. Foi rápido! Então, o nome ficou Dory picolé, apesar de na página oficial que criei ficou Picolé Doryta porque o nome anterior não era aceite. Mas muitos conhecem por Dory picolé”.

O “Dory picolé é bom. Muito bom por sinal” segundo as vozes que ecoam nas praças de São Tomé. E a prova disso é o lucro das vendas. Com o que já ganhou, Katia conseguiu avançar um pouco com a sua construção.

Com esse calor que faz em São Tomé, quem é que não quer se refrescar apreciando um refrescante picolé? Muitos já experimentaram os picolés e aprovaram. E tem clientes fiéis que compram todos os dias e a Katia já se tornou muito famosa nas redes sociais. “Toda gente que compra o picolé posta uma foto no facebook com o picolé na mão. E isso é muito gratificante. Agradeço a todos pelo apoio. Sem essa propaganda em massa o Dory Picolé não chegaria onde chegou”.

Dory, como é conhecida provou que a aposta na produção de picolé pode ser um rentável empreendimento.

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