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Entrevistas São Tomé e Príncipe

“No dia em que o CNJ for politizado deixarei a presidência da organização”, Afirma Calisto Nascimento

(Imagem: Reprodução Conselho Nacional da Juventude - São Tomé e Príncipe)

Calisto Nascimento, Presidente do Conselho Nacional da Juventude – São Tomé e Príncipe, faz reflexões sobre a juventude.

Eu tenho no CNJ jovens da sociedade civil, jovens do ADI, jovens do PCD e jovens do MLSTP/PSD. E um dos maiores desafios que nós temos é o desafio internoCalisto Nascimento, presidente do Conselho Nacional da Juventude de São Tomé Príncipe.

No dia em que o CNJ for politizado deixarei a cadeira da presidência da organização palavras de Calisto Nascimento – eleito em Março presidente do Conselho Nacional de Juventude (CNJ) para os próximos anos.

(Imagem: Reprodução Conselho Nacional da Juventude – São Tomé e Príncipe)

No período em que o CNJ sofreu algumas alterações, o novo presidente da plataforma diz que é necessário estar atento, pois em suas actividades comunitárias, conversas com os jovens e encontros com os membros do governo, Calisto Nascimento procura sempre estar atento ao que se passa ao seu redor.

 

(Imagem: Reprodução Conselho Nacional da Juventude – São Tomé e Príncipe)

(Imagem: Reprodução Conselho Nacional da Juventude – São Tomé e Príncipe)

E recomenda aos jovens em geral que querem colocar as suas ideias em prática, progredir e fazer a diferença na sociedade em que vive “Não deixe para amanhã. Porque, de repente, por causa de um dia você perde a oportunidade. Então, faça! Tente! Inove! E não deixe fugir as oportunidades!”.

(Imagem: Reprodução Conselho Nacional da Juventude – São Tomé e Príncipe)

Quando perguntado que mecanismos o CNJ tem estado a usar para estimular os Jovens na luta pelos seus direitos, Calisto disse que “Até o momento estamos a usar mensagens mais libertadoras que poderá existir para o jovem acreditar em si mesmo. E este acreditar não resume-se somente a isso

 Entretanto, o presidente do CNJ é perentório quando sublinha que “é necessário entendermos uma coisa. O CNJ não é executivo, o CNJ deve tentar fazer pressão, mas diplomaticamente, no sentido de conseguir fazer com quem é de direito, ou seja, fazer com que o poder executivo resolva os problemas que nós sabemos que são muitos. A única coisa que eu peço-vos a todos é que acreditem e que todos juntos iremos alcançar os nossos objectivos”.

A criação de condições para que os jovens possam continuar os seus estudos é uma medida que Calisto Nascimento vê com bons olhos, mas considera-a um pequeno passo num longo caminho. Para o representante do CNJ, iniciativas como o programa de apoio ao jovens estudantes são insuficientes e de difícil acesso à maioria dos candidatos a bolsa de estudo ou vaga nas universidades. 

(Imagem: Reprodução Conselho Nacional da Juventude – São Tomé e Príncipe)

 

Conseguimos parcerias internacionais com as escolas portuguesas. Nos estamos em vias de enviar 5 estudantes para vagas de bolsa em Portugal. Todos nós conhecemos e sabemos das estruturas que temos no nosso em São Tomé e Príncipe. Sabemos que a população está a crescer consideravelmente e as infra-estruturas infelizmente não acompanham este crescimento. E para termos ter um país especializado, precisamos resolver, debater, arranjar soluções para a questão da formação profissional. Estamos a apoiar os jovens neste sentido com todas as forças e tivemos a oportunidade de mandar 50 alunos para vagas superiores, apesar que entendemos que essas vagas são muito complicadas principalmente para os pais que têm que enviar dinheiro para os seus filhos”.

A verdade é que muitos estudantes andam com expectativas frustradas. E o presidente do CNJ e os seus colaboradores estão bem cientes disso.

Tivemos informação que os estudantes pagam 80 euros para uma declaração para conseguir vaga em Portugal. Estivemos em Braga, Guarda, Bragança, advogamos e dissemos que havemos de regressar para resolver esta questão. Mas temos a plena noção da situação dos nossos jovens mas eu também tenho a plena certeza de que todos nós entendemos e sabemos como é que as coisas estão e a ideia de desafio que nós do CNJ temos”.

O presidente do Conselho Nacional da Juventude realçou que deste o seu empossamento, o CNJ tem tido alguns encontros com ministros, entre eles o primeiro-ministro e o Ministro dos Negócios Estrangeiros e Comunidades, Ministro da Juventude, como forma de fazer-se ouvir e mostrar a preocupação da organização nas questões da juventude.

 

Segundo Calisto, em todos os encontros que tiveram com os membros do governo, o CNJ fez questão decomplicar”. “Não no mau sentido”, disse ele, mas fazendo pressão e chamamos atenção para a situação dos jovens santomenses. O presidente também deixa claro de que a missão do CNJ é de advogar em nome da juventude.

“E eu em qualquer lugar onde estiver eu farei sempre isso em nome da nossa juventude. Nós estivemos com o Ministro dos Negócios Estrangeiros e Comunidades, o Sr. Urbino Botelho e falamos sobre a questão da mobilidade de circulação dos Jovens na sub-região. Para advogar junto ao embaixador de Portugal em STP, para os atletas, os desportistas, os músicos para terem uma maior facilitação no sentido de evitar os processos burocráticos”.

E não só “com o primeiro-ministro tivemos 2 encontros e abordamos temas sobre o empreendedorismo, a questão da formação. Nós tivemos a primeira viagem a Portugal e entendemos que a questão de interceder não pode ficar somente nas palavras, pois não vai resolver o problema da juventude”.

Calisto garante que, todos os feitos são publicados nas redes sociais como na página oficial do CNJ no facebook e no Youtube para que todos saibam e acompanhem todos os passos da organização.

No que toca a camisola que veste, Calisto Nascimento, põe de lado qualquer noção no caso de a sua presidência estar vinculada a qualquer partido político.

“Eu disse isso varias vezes, mesmo antes de ser presidente, o dia que o CNJ vier a ser politizado eu deixarei a cadeira da presidência do CNJ. E eu volto a dizer aqui, eu tenho no CNJ jovens da sociedade civil, jovens do ADI, Jovens do PCD, jovens do MLSTP/PSD. E um dos maiores desafios que nós temos é o desafio interno. Vivemos esta situação na direcção. Jovens dos 3 maiores partidos políticos do país. Se o jovem A ou B diz que o senhor está a politizar ou não eu consigo dizer com propriedade, no dia em que o CNJ tiver politizado eu abandonarei o cargo do presidente desta organização. Porque eu entendo de que nós devemos caminhar e fazer com que a política funcione.

Eu não preciso que outra pessoa concorde comigo para nós avançarmos. Precisamos encontrar o ponto do equilíbrio. Não precisamos falar a mesma língua. Mas nós precisamos caminhar juntos quando os objectivos do país está acima de tudo” prontificou o Presidente do Conselho Nacional da Juventude, Calisto Nascimento.

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