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Comissão Organizadora da Assembleia Geral da FSF bloqueia candidatura de Jocy Barros

Desde de finais do ano passado, que o ex-futebolista Jocy Barros havia anunciado a imprensa internacional que iria concorrer para a presidência da Federação Sãotomense de Futebol (FSF), cuja eleição está marcada para o dia 18 deste mês. Um sonho que poderá ser adiado porque a Comissão Organizadora da Assembleia Geral da FSF rejeitou a sua candidatura.

 

A Comissão Organizadora da Assembleia Geral da FSF alega que a candidatura não foi submetida à tempo. “O atendimento ao público da FSF, termina às 17h, sendo que no estatuto não está estipulada a forma de entrega da candidatura. Ainda assim, enviei a candidatura às 16 horas 59 minutos por via e-mail. Às 21h do mesmo dia volto a pedir a confirmação da recepção do e-mail, sem sucesso.” – conta Jocy Barros.

No dia seguinte, o ex-futebolista telefonou ao Secretário Geral, e explicou todo o processo de envio da sua candidatura, comprovada nos emails, informando ainda que apresentaria em formato físico caso fosse necessário na segunda feira (dia 7), do mês corrente.

“A resposta foi de que não dependia dele, mais que iria levar o assunto a comissão organizadora, e que poderia levar na segunda-feira. Para meu espanto, quando apresento em formato físico na data combinada com o secretário-geral, fomos informados que não poderiam receber qualquer candidatura, uma vez que tinham ordens SUPERIORES.” – disse Jocy Barros.

 

Jocy Barros disse ao STP Digital que vai recorrer da decisão da comissão. “Primeiramente, por via judicial, e junto ao ministro da juventude e desporto. Em seguida apresentarei uma queixa a FIFA caso as coisas não sejam feitas de forma legal, no sentido de alertar para possíveis desvios da regularidade neste processo”.

 

O projecto do ex-futebolista para a FSF está a ser forjado há mais de 3 anos e traz uma frescura juvenil, visto que Jocy Barros tem 33 anos. “Inúmeras vezes fui confrontado pelos colegas de equipa por onde passei na Europa. Discutíamos em que ranking estaria a selecção A? Quantos estádios existiam, que condições tinham para receber jogos oficiais de carácter internacional? Que jogador de São Tomé e Príncipe tinha espaço no panorama mundial? Foram essas questões que me despertaram e fizeram me de forma lúcida e apaixonada pela minha nação apresentar essa candidatura com o objectivo de impulsionar e inverter essa situação de forma positiva.”

 

O antigo internacional sãotomense acredita que :

“o futuro do futebol no nosso país tem de atravessar uma fase de reestruturação que nos permita ser mais activos dentro de uma sociedade que necessita de uma federação forte com uma visão futurista onde esteja a par das grandes evoluções do futebol actual.”

Uma das apostas do seu projecto é a criação da marca “FSF”, que será gerida como um dos maiores activos da Federação Sãotomense de Futebol. O seu projecto para o quadriénio 2019-2022 prevê melhorar as condições de prática da modalidade, aumentar o número de praticantes da modalidade em todos os escalões ( dos 8 aos 19 anos) e criação de estágios de observação.

Biografia:

O candidato nasceu no distrito de Lobata, licenciou-se em Ecoturismo pela Escola Superior Agrária de Coimbra.  Deu os primeiros chutes na bola na Escola de Futebol de Riboque aos 8 anos. Aos 15 anos, começou a jogar no Sporting Clube de São Tomé e Príncipe. No ano seguinte depois de uma brilhante campanha nos jogos da CPLP no Brasil, foi chamado para a equipa principal do Riboque. Teve várias participações na selecção juvenil até a selecção principal. Conta, no total, com mais de 30 internacionalização ao serviço dos país.

 

Caso a sua candidatura seja aceite, Jocy Barros enfrentará a actual liderança de Nino Monteiro e a recandidatura do ex-presidente da Federação Sãotomense de Futebol, Idalécio Pachire.

Esta eleição da FSF está envolta em polémica. Hoje, o Mutambu Notícias noticiou que o candidato Idalécio pachire denunciou uma série de irregularidades no processo electivo. De acordo ao Mutambu, o advogado da candidatura de Pachire, Herman Costa, avançou que vão recorrer ao governo à luz da lei 07/2012 para anular todo o processo eleitoral. Herman Costa apontou ainda como “violação grosseira” a composição da Comissão Organizadora da Assembleia Geral da FSF, que está apenas constituída por elementos da actual direcção da Federação Sãotomense de Futebol, que também é candidata.

 

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