×

Secções

Empresa

Idiomas

Educação

De onde vêm os valores

Acredito que o valor é como uma plasticina que entregamos a uma criança. O nosso ensejo é que ela a molde da forma como queremos. Ensinamos e explicamos como deve ser moldada. No início, ela tenta moldá-la à semelhança do que foi pedido. Mas com o passar do tempo e a medida que ela vai se relacionando com outras pessoas fora do seu âmbito familiar, apercebe-se que existem outras formas de moldar essa mesma plasticina.

Inevitavelmente abandona o que havia aprendido antes, para implementar o que agora apreende no seu convívio com os outros. Surgem daí os conflitos internos, entre o que outrora era o modelo e o que agora é apetecível. Este “choque” chamemos-lhe assim, advém da necessidade dela questionar tudo o que foi inculcado. O que agora parece-lhe modelo é assumido e repetido inúmeras vezes até que também este se torna questionável.

Quando a criança, agora um jovem adulto, experimenta o conflito interno entre o molde inculcado e o molde apreendido, a partir deste ponto, desenvolve o seu próprio molde. Os seus valores, a sua forma de estar na vida e de ver as coisas. Algo que é único e irrepetível. O modo como agimos e reagimos a cada situação do quotidiano advém dos nossos valores, daquilo que consideramos, correto ou incorreto, daquilo que consideramos ser o limite ou transcendente. Os valores são a forma como moldamos a plasticina.

Encontrou algum erro neste artigo? Sugerir correção

error: Content is protected !!